Domingos Cabana Fialho e seus poemas

[...] Diz-me quem foi o autor - que inventou a Natureza - Fazer sol e fazer lua -
Fazer frio e fazer calor - Que inventou a Natureza - Diz-me quem foi o autor
[...] Domingos C. Fialho.

Sr Domingos Cabana Fialho: Poeta de Marmelar, Vidigueira, Alentejo

Domingos Cabana Fialho, poeta de Marmelar (Vidigueira, Alentejo).
Aqui, subindo a rua principal da sua terra em 2008. Em baixo, algumas das suas quadras.

[Se não houver desenvolvimento] [Já não há terra lavrada] [Sou idoso mas entendo] [Pedrogão com duas Freguesias]
[General Humberto Delgado] [Um pobre velho coitado] [Ó rico tu bem podias] [No tempo de Salazar]
[Muito cara está a vida] [Ir à escola é muito lindo] [Digo mal à minha vida]
[Com alegria e tristeza] [A terra dá alimentos]







Mote

Se não houver desenvolvimento
Nunca pode haver riqueza
Só se acossam para dentro
Cada vez à mais pobreza


I

Quem está bem já está esquecido
De quem anda no Mundo a penar
Sempre, sempre a trabalhar
E já nada nos tem valido
Vemos os campos perdidos
Com muito pouco rendimentos
Só homens de grandes talentos
Vê lá o que andas a fazer
Isto assim não pode ser
Se não houver desenvolvimento

III

Vêem-se os campos desprezados
Grandes terrenos tão enormes
Andam gados com fome
Sem haver nada semeado
Se não houver nada terminado
E não se voltar o vento
Vai haver grande sofrimento
Sem haver trigo nem centeio
Ó rico estás farto e cheio  
Só te acossas para dentro

II

Quem anda na terra a trabalhar
Para bem da nossa Nação
Na terra que dá o pão
Para a gente se alimentar
Todos devemos nisto pensar
Nesta Nação portuguesa
Podemos ter a certeza
E podemos acreditar
Se isto não realizar
Nunca pode haver riqueza

(voltar)

IV

Agricultura está parada
Aonde estão os agricultores
Ó eles não têm valor
Ó a terra não vale nada
No chão direito ó chapada
Perde-se toda a nobreza
Pela força da Natureza
O seu destino chegou ao fim
Está tudo mais ruim
Cada vez à mais pobreza

Domingos Cabanas Fialho, Marmelar


Mote

Já não há terra lavrada
Não há trigo para nascer
Morremos todos com fome
Não há pão para comer


I


Temos a nação perdida
Já ninguém quer trabalhar
Dão subsídio para não semear
O que é feito da nossa vida
Uma pátria mal dirigida
Os governantes não valem nada
Nesta nação tão desgraçada
É triste o nosso viver
Isto assim não pode ser
Já não à terra lavrada

III


Ministro da agricultura
Perdemos a mais valia
O povo não tem alegria
Vive numa noite escura
Nossa vida amarga e dura
Que o povo já nem dorme
É uma tristeza enorme
Dentro da nossa nação
Vivendo nesta aflição
Morremos todos com fome

II


Já não se vê brilhar
Os nossos campos Alentejanos
A nossa vida e os enganos
Eu não me posso lembrar
Uma guerra se vai formar
Temos muito que sofrer
Ninguém nos pode valer
Eu não estou enganado
Vamos vendo o resultado
Não há trigo para nascer

(voltar)

IV


Ministros da nossa nação
Manda os terrenos semear
Para tudo trabalhar
Com muita dedicação
Semeando tudo com direcção
É isto que me leva a crer
Digo e torno a dizer
Que a vida é uma loucura
Vão todos parar à sepultura
Não há pão para comer

Domingos Cabanas Fialho, Marmelar


Mote

Sou idoso mas entendo
Que mereço o teu carinho
Escuta jovem e aprende
Que é também o teu caminho


I

Há distância na idade
Dado que nasci primeiro
Mas sempre bom companheiro
Ninguém tratei com maldade
Aceita esta verdade
Que a ti nada te ofende
É uma luz que se acende
Dar-te a outra versão
E que aceites a lição
Sou idoso mas entendo

III

Não me deves tratar mal
Mete no teu pensamento
Aceita o meu sofrimento
Porque sou um em teu igual
Sendo também racional
Minha memória defende
Que o velho de ti depende
Tu também vais depender
E hás-de reconhecer
Escuta jovem e aprende

II

Sempre tratei com respeito
Em novo todo o idoso
Quem o mal trata por gozo
Mais tarde terá proveito
Por isso dá lá o jeito
Vê se ficas mais meiguinho
Ao ganhares juizinho
Terás outra formação
E presta-me atenção
Que mereço o teu carinho

(voltar)

IV

Estás na força da vida
Pensas que é sempre assim
Mas essa estrada tem fim
Por vezes não é comprida
Por isso vê com medida
Não trates mal o velhinho
Arranja sempre um jeitinho
De o trazeres bem tratado
Assim és recompensado
Que é também o teu caminho

Domingos Cabanas Fialho, Marmelar


Mote

Um pobre velho coitado
Á minha porta parou
Ali foi arrecolhido
Até que a morte o levou

I

Deu-me pena de ver
Esta triste criatura
Castigado da escravatura
Pedindo pão para comer
Não devia no mundo haver
Fiquei bastante apaixonado
Um homem por Deus criado
Viver nesta triste vida
Na nossa pátria tão querida
Um pobre velho coitado

III

Nestas terras portuguesas
Há muita gente em dificuldade
Podemos querer que é verdade
Vivendo na maior pobreza
É bom que esta se veja
Todos tomarmos sentido
Já nada tem valido
Uns pobres sem terem um lar
Ninguém os quer acariar
Ali foi arrecolhido

II

Vamos voltando ao antigamente
Vêem-se os velhinhos desprezados
Já não são acarinhados
Como podem estar contentes
Já muitos estão doentes
Que a saúde os desprezou
Nunca mais ela regressou
Para ter gosto na vida
Já temos a esperança perdida
Á minha porta parou

(voltar)

IV

Tem um pai filhos criados
Com prazer e alegria
Quando perde a mais valia
Devia ser mais acarinhado
Só assim era recompensado
Por ser pai e ser avô
O seu destino acabou
Por ser um homem doente
Chega-lhe tudo de repente
Até que a morte o levou

Domingos Cabanas Fialho, Marmelar


Mote

Pedrogão com duas Freguesias
Como é que isto aconteceu
É muito triste agente mandar
Naquilo que não é seu


I

Pedrogão és bem governado
Levas daqui a mais valia
Tu nunca tens demasia
Bastante nos tens falsiado
Estamos vendo o resultado
Não era isso que agente merecia Vivendo em democracia
Dizemos a pura da verdade
Foi uma grande falsidade
Pedrogão com duas Freguesias

III

Pedrogão estás-te vingando
Nesta terra desgraçada
Não levas tudo ao fio da espada
Temos que te ir envergonhando
Nós assim vamos ralhando
Não o podemos negar
Devias as contas nos dar
Fazer tudo na razão
Podias ter melhor coração
É muito triste agente mandar

II

Pedrogão tu tens mais vida                         
Com este nosso povoado
Tudo daqui tens levado
Desta terra tão querida
Vive no mundo esquecida
Porque já tudo se perdeu
Que já nada nos valeu
Querem em tudo mandar
Triste a sorte de Marmelar
Como é que isto aconteceu

(voltar)

IV

Pedrogão devias dar agente
Essa tão grande riqueza
Foi nos dada de certeza
Por um herói de antigamente
Era um homem excelente
Sabia tudo o que ofereceu
Tudo no mundo esqueceu
Por não saberem avaliar
Agora em tudo querem governar
Naquilo que não é seu

Domingos Cabanas Fialho, Marmelar


Mote

General Humberto Delgado
Nasceste com pouca sorte
Foram uns grandes os assassinos
Os autores da tua morte


I

Levaram-me para eu ver
E visitar a tua sepultura
Naquela solidão tão escura
Se não visse não queria querer
Eu estive nas placas a ler
Eu vi o teu nome gravado
Fiquei muito apaixonado
Por seres um homem de valor
Eras um grande superior
General Humberto Delgado

III

Mataram Humberto Delgado
Sem terem pena nem paixão
Aquele horrível ladrão
Devia ser degolado
Também devia ser assassinado
Para acabar com esse destino
Por ser um homem traquino
Não fazer tamanha maldade
Para dizer bem a verdade
Foram uns grandes assassinos

II

Era um político lutador
Contra o regime de Salazar
Que não se podia falar
Nesta grande ditador
Mas Humberto tinha valor
Que nasceu com este dote
Era um homem puro e forte
Na politica da verdade
Fizeram-te uma grande falsidade
Nasceste com pouca sorte

(voltar)

IV

Triste foi o teu destino
Quem te havia de dizer
Que a Espanha ias morrer
Por seres um triste peregrino
Foi um falso repentino
Que deu fim á tua sorte
Por seres um politico forte
Sempre contra a ditadura
Eras boa criatura
Mas foram actores da tua morte

Domingos Cabanas Fialho, Marmelar


Mote

Ó rico, tu bem podias
Repartires com quem não tem
Tu ficavas sempre rico
E o pobre ficava bem


I

Não tenhas pena de dar
Alguma da tua riqueza
Que ficas rico na mesma
Ninguém ta pode tirar
Se souberes avaliar
Tu ficas com mais alegria
Não perdes a tua valia
Dentro da tua nação
Se tiveres bom coração
Ó rico, tu bem podias

III

Quando alguém te pedir
Algum bocado de pão
Tu nunca digas que não
Tu não sabes o que há-de vir
É favor nunca mentir
E não podes pensar nisto
Porque com fome não resisto
Dá-me da tua riqueza
Eu vou-te dar a certeza
Que tu ficas sempre rico

II

Os teus belos rendimentos
Nasceram de quem trabalha
A tua memória não falha
Podes ter bons sentimentos
Homem de grandes talentos
Tu sabes aquilo que tens
Toda a gente te quer bem
E te querem boa sorte
Desde o berço até a morte
Reparte com quem não tem

(voltar)

IV

Um pobre trabalhador
Ainda tem que andar a pedir
Não devíamos consentir
Mas ninguém lhe dá valor
Era para ser um superior
Mas coitado nada tem
Mas ás vezes ainda vem
Pedindo para comer
Se tu quiseres compreender
E o pobre ficava bem

Domingos Cabanas Fialho, Marmelar


Mote

No tempo de Salazar
Era grande escravidão
Por vezes andava com fome
Cria comer e não tinha pão


I

Cinquenta anos de ditadura
Acho que não devia haver mais
Foram sofrimentos demais
Para qualquer criatura
Acho que foi uma loucura
Todos devíamos lembrar
Nunca mais devia voltar
Cá no nosso Continente
Foi horrível para toda a gente
O tempo de Salazar

III

Muita gente já não se lembra
Do tempo que passou
Mas ainda cá voltou
Para sermos castigados
Tanto que temos passado
Nesta pobreza tão enorme
Haja quem informe
Para saber a pura da verdade
Havia muita desigualdade
Por vezes andavam com fome

II

Minha mãe que me criou
Com bastante sofrimento
Tantos ais tantos tormentos
Tudo por mim se passou
Quem eu era quem eu sou
Um homem de revolução
Todos temos muita razão
Darmos fim a este mal
Cá no nosso Portugal
Era grande a escravidão

(voltar)

IV

Tanta gente a trabalhar
Do nascer do Sol até ao pôr
A dar o produto ao lavrador
E tão poucaxinho ganhar
Não daria para nos alimentar
O pobre tinha muita razão
Via-se em muita aflição
Na vida não tinha prazer
Era triste o nosso viver
Queria comer e não tinha pão

Domingos Cabanas Fialho, Marmelar


Mote

Muito cara está a vida
Para quem não tem que vender
O pobre trabalhador
Já não ganha para comer


I

Vai um homem trabalhar
Para um qualquer patrão
Com um bocado de pão
Tem que almoçar e jantar
Conduto não pode comprar
Bebe alguma água fervida
Traz a barriga franzida
Aperta com uma correia
A noite passa sem ceia
Muito cara está a vida

III

A trabalhar a vida inteira
Não ajunta um vintei
O pobre nunca se vê bem
Reclama desta maneira
Vai perdendo toda a sigueira
Porque não lhe dão valor
Devia ser mais superior
E haver mais igualdade
Vive sempre em necessidade
O pobre trabalhador

II

Ninguém devia trabalhar
Sem ganhar para o alimento
Não tinha tanto sofrimento
Nem tinha tanto em que pensar
Para saber avaliar
Na vida que está a correr
Sem nada poder fazer
Vive triste e mal fadado
É um homem desgraçado
Para quem não tem que vender

(voltar)

IV

A viver em escravidão
Acho que não está bem
Isso a mim não me convem
Mas que grande aflição
E sempre que tem razão
Para a pátria defender
Todos vão enriquecer
Á conta do desgraçado
Anda mal alimentado
Já não ganha para comer

Domingos Cabanas Fialho, Marmelar


Mote

Ir à escola é muito lindo
Para quem gosta de aprender
Do maior ao mais pequeno
Todos devíamos saber ler


I

Tudo se aprende até morrer
Diz o antigo ditado
Se eu for bem ensinado
Nunca mais vou esquecer
Recordar é renascer
De tudo que é bem-vindo
Todos se vamos instruindo
São erros da natureza
Para lhe dar a certeza
Ir a escola é muito lindo

III

À muita gente que faz
Pouco da terceira idade
Não me tratem com falsidade
Que eu não quero voltar atrás
Eu fui sempre bom rapaz
O meu lugar desempenho
É por isso que me entretenho
A fazer a minha escrita
Acho que é uma coisa bonita
Do maior ao mais pequeno

II

É preciso ter bom sentido
Para poder estudar
Eu gostava de lá chegar
Fazer tudo como é devido
Não posso estar esquecido
Daquilo que estão a fazer
Todos temos que entender
As palavras que são bem feitas
Fazer linhas direitas
Para quem gosta de aprender

(voltar)

IV

Vou ter muita alegria
E ficar muito contente
Eu sou uma pessoa excelente
Em chegando aquele dia
São coisas de mais valia
Todos devemos agradecer
Eu ainda espero ver
O meu sonho realizado
Para ser mais bem lembrado
Todos devíamos saber ler 

Domingos Cabanas Fialho, Marmelar


Mote

Digo mal à minha vida
Ando sempre arreliado
Já não há quem tenha dó
Desde pobre mal amado


I

Vivo numa escuridão
Em me ver tão aborrecido
Já perdi o meu sentido
Por ser doente do coração
Eu sei que tenho razão
Mas vejo a minha alma perdida
Levo o tempo na minha lida
Dentro da minha propriedade
Para dizer a verdade
Digo mal à minha vida

III

Nunca pensei que tivesse
Uma sorte tão tirana
Que fui cair numa chama
Quem me havia a mim dizer
Vejo o meu corpo a arder
Aqui dentro desta fogueira
Fui cair nesta asneira
A bailar o solidó
Pelo jeito que eu estou a ver
Já não há quem tenha dó

II

Vivo na minha tristeza
Já nunca mais vão esquecer
A verdade tenho que a dizer
Por ser filho da natureza
Sendo da maior realeza
Vejo-me pobre e mal fadado
Já me vejo desprezado
Perdi a minha competência
Tenho que ter paciência
Mas ando sempre arreliado

(voltar)

IV

Às vezes nisto pensando
Dá-me vontade de chorar
Eu não me posso lembrar
Mas estou-me sempre lembrando
Nem deveras nem mangando
Eu vivo mais descansado
Queria ser mais estimado
Era isso que eu queria
Viver com alegria
Mesmo pobre e mal amado

Domingos Cabanas Fialho, Marmelar


Mote


Com alegria e tristeza
Tudo por mim tem passado
Bastante me tenho rido
Muito mais tenho chorado


I


Tenho tido na minha vida
Grandes coisas para contar
Eu não queria caminhar
Nesta jornada tão comprida
Para o resto da minha vida
Nesta terra portuguesa
Eu queria ter a certeza
Para nada me faltar
Até de noite estou a sonhar
Com alegria e tristeza

III


Ao santinho desta terra
Eu quero pedir perdão
Para ver quem tem razão
E nunca mais haver guerra
Quem aponta também erra
Porque me falta o sentido
Com tanto que tenho pedido
A esta nossa Padroeira
Lá por eu fazer asneiras
Bastante me tenho rido

II


Tanto ódio e má vontade
Que existe em muita gente
Vivermos mais amigavelmente
E não haver tanta maldade
Essa é que era a realidade
Dos tempos mais atrasados
Tudo devia ser mais delicado
Era esse o meu prazer
Neste meu belo entender
Tudo por mim tem passado

(voltar)

IV


Quando eu for para a sepultura
Acaba-se o sofrimento
Até fico no aposento
Debaixo da terra dura
Foi mal que não teve cura
Para toda a gente fico lembrado
Ia bem para todo o lado
Fui sempre bom português
Posso-lhe dizer outra vez
Muito mais tenho chorado

Domingos Cabanas Fialho, Marmelar


Mote


A Terra dá alimentos
Para toda a humanidade
A terra dá o sustento
Para todos em igualdade


I


A terra dá frutos e vegetais
Para a nossa alimentação
Dá azeite, vinho e pão
Que são esses os principais
São os frutos naturais
Criados ao rigor do tempo
Dá-nos a terra o firmamento
Para todo o ser animal
Talhando em vida normal
A terra dá alimentos

III


O sol, a terra e o mar
Dominam o mundo inteiro
Podem querer que é verdadeiro
Que dá mesmo para pensar
Há quem não queira acreditar
Neste poder tão violento
Onde o sol faz aposento
A toda a hora do dia
Para uma enorme quantia
A terra dá o sustento

II


A água faz germinar
Toda a semente na terra
No mais alto cimo da serra
Ela tudo vai regar
Quem nos campos semear
Com amor e amizade
Fica sempre com saudades
De ter boa produção
Quem na terra semeia pão
Para toda a humanidade

(voltar)

IV


A água enorme riqueza
Espalhada pelo mundo
Tem um valor tão profundo
Criado pela natureza
Tem uma tão grande beleza
Tudo lhe tem amizade
É um ser de verdade
Respeito lhe devemos ter
E gosto ouvir chover
Para todos em igualdade

Domingos Cabanas Fialho
, Marmelar


Sr Domingos Cabana Fialho: Poeta de Marmelar, Vidigueira, Alentejo
Sr Domingos Cabana Fialho: Poeta de Marmelar, Vidigueira, Alentejo

[...] Diz-me quem foi o autor - que inventou a Natureza - Fazer sol e fazer lua -
Fazer frio e fazer calor - Que inventou a Natureza - Diz-me quem foi o autor
[...] Domingos C. Fialho.

http://www.chemoton.org/Domingos. Domingos Cabana Fialho (Marmelar, Junho 2008)